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domingo, 11 de agosto de 2013

A carne de porco está no topo das opções saudáveis

O porco, quem diria, é alvo de preconceito no Brasil. Tomando por base um dos últimos levantamentos sobre como a carne suína é vista e apreciada por aqui — realizado pela Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, com 480 pessoas de quatro estados — dá para dizer que a maioria ainda a evita por considerá-la pra lá de gordurosa e transmissora de doenças. Essa percepção remete ao passado do porco, que, até a década de 1960, costumava ser criado em meio à lama e à sujeira, comendo restos e detritos. De lá para cá muita coisa mudou: o bicho ficou mais limpinho e enxuto. E o ramo da nutrição nos convoca a rever conceitos na hora de ir ao açougue ou fazer o pedido no restaurante.

Pra começo de conversa, a dieta dos rebanhos se tornou bem mais balanceada. Nada de lavagens. O cardápio dos chiqueiros modernos inclui ração de milho e farelo de soja, com vitaminas e minerais. Graças a ela, a carne suína ganhou teores mais brandos de gordura e uma porção de micronutrientes vantajosos ao corpo humano. "No passado, um animal bom para o abate pesava cerca de 300quilos. Hoje ele não passa dos 90", conta o zootecnista Elsio Figueiredo, da Embrapa Suíno e Aves, em Santa Catarina. Para completar, os criadouros, antes imundos, foram cimentados e higienizados, respeitando regras de vigilância sanitária cada vez mais rígidas.

Somadas à manipulação genética, todas essas mudanças renderam uma redução de 31% na gordura, 14% nas calorias e 10% no colesterol presentes na carne de porco — sem falar na queda brusca no número de parasitas abrigados ali. Esses avanços, no entanto, ainda passam despercebidos pela maior parte dos brasileiros. Apesar de o consumo nacional ter crescido 28% nos anos 2000, isso é pouco se compararmos com o resto do mundo: a procura global subiu 87%. Ao virar a página, você vai entender por que não faltam motivos para seguir a tendência internacional e convidar as peças suínas a figurarem mais vezes na sua mesa.

Muito além do sabor e da textura marcantes, os cortes suínos abundam em vitaminas, potássio, zinco e ferro. "E suas proteínas têm alto valor biológico, renovando as fibras musculares do nosso organismo", diz a nutricionista Renata Alves, do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. As vitaminas do complexo B prezam as atividades cerebrais, enquanto o potássio regula a pressão e o zinco fortalece as defesas.

A gordura saturada, tão ligada ao entupimento dos vasos, tomava conta da carne de porco do passado. Depois que a espécie passou por aquele regime, virou um reduto de outro tipo de gordura, a insaturada, benvinda por resguardar as artérias. É lógico que o bacon e o torresmo, até pelo preparo, não são bons exemplos dessa inversão de valores: eles continuam um poço de calorias e gordurebas nocivas. Já a bisteca e o lombo... "O lombo suíno, que é o corte mais magro, faz frente a qualquer carne de vaca ou frango", elogia o bioquímico Jorge Mancini, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. Tantas vantagens justificam uma proposta de lei em tramitação na Câmara, que quer tornar a carne de porco obrigatória nas merendas escolares.

No momento de comprar, o conselho é ficar atento aos selos do Ministério da Agricultura e dos órgãos de controle sanitário, que comprovam a segurança e a qualidade do produto. "Também se recomenda deixar as carnes bem cozidas para afastar problemas com micro-organismos", diz a nutricionista Renata Bressan, da capital paulista. São cuidados que garantem a redenção completa da carne de porco — na panela ou no churrasco.

É branca ou vermelha?
Embora seja mais clara que a bovina, a carne suína é tachada de vermelha. A diferença de cor se explica pelo perfil da irrigação sanguínea dos dois animais. "No porco, a quantidade de hemoglobina, o pigmento avermelhado, é menor", diz o veterinário Luciano Roppa.

Texto copiado de: http://saude.abril.com.br/edicoes/0363/nutricao/carne-porco-740414.shtml

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Mercado chinês vendia frango vencido há 46 anos

A polícia chinesa identificou uma rede de venda de carne e pedaços de frango - principalmente pé, apreciado como aperitivo no país - que eram armazenadas sem as condições sanitárias adequadas e algumas delas vencidas há 46 anos, informou nesta quinta-feira a imprensa local.
A operação policial foi realizada na cidade de Nanning, no sul da China, onde 20 toneladas de pés de frango congelados, grande parte me péssimas condições de armazenamento. Algumas peças, por exemplo, traziam datas da década de 60.
A descoberta em questão foi muito comentada nas redes sociais chinesas, com fortes críticas à falta de controle dos alimentos no país, mas também com ironia, já que os internautas passaram a usar o termo "pés de frango zumbi" para se referir à mercadoria apreendida.
Muitos destes produtos eram importados ilegalmente de outros países vizinhos, tendo em vista que Nanning se encontra muito próxima à fronteira com o Laos e Vietnã, e processados em fábricas chinesas, onde eram vendidos para diferentes regiões do país.
Algumas destas peças de frango eram conservadas em peróxido de hidrogênio, um aditivo ilegal, para atrasar sua data de vencimento e dar-lhe um aspecto de "recente", assinalaram responsáveis de segurança pública de Nanning ao jornal "China Daily".
Fonte:http://www.aviculturaindustrial.com.br/noticia/rede-chinesa-vendia-frango-vencido-ha-46-anos/20130711083626_P_563

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Pato geneticamente modificado é “pai” de um frango


Se houvesse algum tipo de “teste de fidelidade” no mundo animal, esse caso seria difícil de explicar: recentemente, no Laboratório Central de Pesquisa Veterinária em Dubai (Emirados Árabes), um pato engravidou uma galinha e, disso, nasceu um frango.
O curioso experimento teve início quando o pato ainda era um embrião e a equipe de pesquisadores injetou em seus órgãos reprodutivos células de frango que dão origem a gametas (espematozoides e óvulos). Quando o pato cresceu, começou a produzir esperma de frango.
De acordo com o cientista Mike McGrew, que colabora com a equipe, o objetivo final é “usar esse sistema para propagar espécies em risco de extinção ou, potencialmente, trazer de volta uma extinta”. McGrew, inclusive, faz parte do Instituto Roslin (Escócia), onde foi clonada a ovelha Dolly.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Programa confirmou inexistência de hormônio em frango, diz Ubabef

Estudo do Ministério da Agricultura não encontrou substâncias.
Crença dos hormônios no frango ainda permanece entre os consumidores.


Os resultados do Programa Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes para produtos de origem animal (PNCRC/Animal), divulgados no Diário Oficial da União pelo Ministério da Agricultura, demonstraram a inexistência da utilização de hormônios na criação de frangos do Brasil.
Segundo o presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Turra, em nota, "o levantamento promovido pelo Ministério é o principal atestado sobre o elevado padrão produtivo da avicultura brasileira". Conforme o estudo, que realizou 3,7 mil análises em aves voltadas para o consumo do mercado interno e para a exportação, o resultado foi negativo para betagonistas e substâncias de ação anabolizante, de uso proibido no país, em todas as amostras.
Segundo o diretor técnico da Ubabef, Ariel Antônio Mendes, também em comunicado, a eficiência da produção de frangos é baseada em três fatores: genética de ponta, ração balanceada e excelentes condições de criação.
"A seleção natural de características geneticamente favoráveis nas aves, a ração brasileira à base de milho e soja e a alta tecnologia empregada para a as condições ambientais dos galpões de criação é que, de fato, fazem a produção de carne de frango um processo rápido", explicou.
Porém, a crença dos hormônios no frango ainda permanece entre os consumidores. Pesquisa encomendada pela Ubabef a um instituto de referência, que tratou sobre hábitos de consumo do brasileiro, mostrou que 72% da população ainda acredita que hormônios sejam utilizados na criação de frangos. A entidade vai promover uma campanha para tentar reverter esse quadro, com base nas características do produto nacional.
Copiado de: http://g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/04/programa-confirmou-inexistencia-de-hormonio-em-frango-diz-ubabef.html